abasafos desbafados
Duas amigas, duas errantes; na sua essência, duas pensantes.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Das mais belas canções
domingo, 31 de janeiro de 2010
O ex Amor

terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Clareira dos Sentidos

Meros selvagens sedentos de erros perdoáveis sentam-se numa clareira e desafiam o destino. Agarram punhados de terra seca e choram sobre ela, enxugam qualquer resto de mágoa. Gritam aos ventos amordaçando a dor que dói, a dor que destrói. Ciclones atordoam as suas mentes impedindo-os de sentir o outrora sentido. Ali, no meio do nada, só o vazio os acompanha. Procuram a vida quando não há nada, procuram a sede quando não há água. Só a morte persiste, só a morte existe. Cavam desenfreadamente para a fuga (pensam eles, pequenos inócuos) mas mais nada existe só terra seca e miragens. Ajoelham-se aos céus pedindo uma luz, mas nuvens perseguem-se loucamente fechando qualquer abertura entre elas. É o fim do nada, a morte vem o pano cai e eles vão.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Dança dos ouvintes

A balada vem de rastos, tocou e não foi ouvida. Deitou.se no meu regaço e provou o veneno do meu corpo. Adormeceu com uma balada envenenada. Dança dormente que agita os corpos esgaziados de fome auditiva. Dá-me som para ouvir, não para o sentir.È o desencaixe perfeito. Onda contra onda, sopro por sopro fazem chegar a mim calamidades destemidas. Estanco as palavras no meu eu e faço-as percorrer caminhos até á minha memória. Segue-se o paradoxo da mente, “lembrar para esquecer”. Ouve a batida. Sente as palavras. O volume aumenta a intensidade, amplifica momentos tornando-os inesquecivelmente inesqueciveis apesar de se esquecerem. Será que nos lembramos apos a morte? Perguntas corruptas invadem as mentes. Perguntas disparadas sobre forma de dúvidas persistentes que insistem em ficar. Ninguém responde não por não saber, mas sim por não ouvir.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Iniciação construtiva

O inicio é a palavra perfeita para o começo. De todos os inícios prefiro aquele que começa, atravessa e crava. Crava tão fundo que simplesmente fica.Ao ficar contrói um ténue véu de sentimentos que ora nos enlouquece ou nos envelhece de tanta dor. É esta a experiência que marca, é esta a “vida”.
Pensamos sistematicamente no holocausto sentimental, no fim das nossas vidas, no acabar, que não conseguimos espremer o sumo do começo e apreciar saborosamente o desabrochar da nossa tenra vida.